História do Palácio dos Condes de Anadia

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O Palácio dos Condes de Anadia, em Mangualde, tem as suas origens no século XVII, concretamente em 1644, quando Gaspar Paes do Amaral, Capitão-Mor de Mangualde, instituiu em vínculo a Capela que possuía nos termos da vila, localizada defronte do senado e consagrada a S. Bernardo.
Entre 1730 e 1740, o seu sobrinho neto, Miguel Paes do Amaral, Fidalgo da Casa Real, Cavaleiro da Ordem de Cristo, e Senhor Donatário da Vila de Abrunhosa, deu início a grandes obras no edifício, depois continuadas por Simão Paes do Amaral Quifel Barbarino. Este morreria em 1807, um ano antes da conclusão dos trabalhos que transformariam a pequena casa com Capela num dos mais importantes Palácios barrocos em Portugal.
Em princípios do século XIX, o Palácio de Mangualde era conhecido por Casa dos Paes do Amaral mas, pelo casamento de Manuel Paes do Amaral de Almeida e Vasconcelos Quifel Barbarino, Senhor da Casa dos Paes , com sua sobrinha D. Maria Luiza de Sá Pereira de Menezes de Mello Sottomayor, III Condessa de Anadia, passou a ser conhecido por “Palácio Anadia”.
Várias figuras históricas passaram por este Palácio, como o Marechal Massena, Príncipe d`Essling comandante do exército francês que, em 1810, invadiu Portugal pela terceira vez, ou el rei D. Luiz I, que o visitou em 1882 quando da inauguração do Caminho de Ferro da Beira Alta.
Caracterizado por uma marcante fachada ocidental, por uma italianizante fachada sul e por uma fachada nascente acastelada, pelas suas cantarias, pelos azulejos setecentistas e obras de pintores como Pellegrini, Giagenti, ou Lanzarotto, o Palácio Anadia é, em Portugal, um dos mais importantes exemplos da arquitectura senhorial setecentista. O Palácio tem uma quinta adjacente com jardins e um parque florestal plantado no século XVIII e está classificado como “Imóvel de Interesse Público”.

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